Em Lucefécit

by Grievance

/
  • Streaming + Download

    Includes unlimited streaming via the free Bandcamp app, plus high-quality download in MP3, FLAC and more.
    Purchasable with gift card

      €7 EUR  or more

     

1.
2.
3.
4.
06:28
5.
6.
7.
8.

about

Lucefécit: River located on the province of Alentejo, Portugal, near the Spanish border, close to the vilage of Alandroal, known by its “sinful” name, given by the catholic church to divert the "faithful" from its surroundings in the dark ages, old sacred cult place to the Lusitanian pagan deity Endovélico, whose sanctuary is located in an escarpment whose base touches the banks of this river. The name, its origins and the landscape itself inspire a journey to the hidden and the unknown, the deep forces that inebriate the mind. In the third Grievance full-length one circulates among myths and obscure visions, stories passed in valleys, forests and scorching desert lands, these also based on Lucefécit’s landscape. An obscure and meaningful album, rough and ambient, invoking the grandiose and primordial energy that is the genesis of the Black Metal genre.
"Em Lucefécit” or in English “In Lucefécit" can also represent an allegory of a state of consciousness that leads to a greater connection with the source of primordial knowledge, simple, direct, untouched by the contorted action of human thought...

credits

released February 11, 2019

Written and performed entirely by Koraxid, between July and October 2018. Mixed and mastered between October and November of the same year. Cover art by Patricia Guimarães.

license

all rights reserved

tags

about

Grievance Caldas Da Rainha, Portugal

Portuguese Black Metal Band founded in 1997. Started as a two-piece, later in 2011 became the solo project of Koraxid. Since 2017 the band also counts with 4 extra live members.

contact / help

Contact Grievance

Streaming and
Download help

Track Name: Corvos Que Esvoaçam
Corvos passam, gritando…

No vale, obliterado por séculos de tormentos

Sorvo de ti os meus lamentos

Bebo da fonte de sabedoria

Um facho ao longe ilumina

A floresta ébria de fuligem

Isto fascina-me

O lúgubre sabor da melancolia

A agreste dor da revolta

A sede ilumina corvos que esvoaçam
Track Name: Terra, Lua e Submundo
Noite dentro
Lua cheia
Vento forte
Enebriante

Tochas acendem-se
Fogueiras rituais
Danças embriagadas
Delírios animais

Divindades retornam
Em magia primordial
Pactos reforçados
Os caminhos do submundo serão retomados

Noite dentro
Lua cheia
Vento forte
Enebriante
Track Name: Cinzas da Sabedoria
Edifício majestoso, casa da sabedoria
As suas salas obscuras guardavam
Atrás dos muros de Alexandria

Quanto conhecimento destruído, obliterado
Quantos ideais o pó das cinzas terá levado

Quanta falta farão as palavras perdidas
Na fúria dos ignorantes imoladas, destruídas

O ouroborus do destino repousa nas suas ruínas
Há dois mil anos imoladas
Cinzas da sabedoria
Track Name: Deserto
Hostil força da natureza na qual se busca a certeza
Vil deserto, vil
Dos ventos que te precorrem

Em ti busco refúgio
No teu âmago, vazio
Sem rios serpenteantes
Ou vagens luxuriantes

Árido, seco
Poeira no ar
Ao longe, um oásis se transforma

Num vórtice, espiral de vento animal
De mil ecos anciãos
Cultos pagãos

Servos de ninguém
Apenas poeira resta
E até a dura giesta
tambem ela pereceu

Deserto!
Track Name: Em Lucefécit
Malogrado nome, heresia infame
Eternos segredos profanos
Mistérios encerrados nos teus vales
No calor de uma terra inóspita

O ancião Endovélico
Repousa, no submundo
E vem ao chamamento
Nas tuas margens, morada e altar

Lucefécit, ribeira sagrada, deserto
Track Name: Visões no Deambulatório
Velas iluminam a noite escura
Ermida em terra de ninguém
As paredes equiláteras amuralhadas
Escondem velhas lendas contadas

Por anciãs que balbuceiam
Palavras em dialetos esquecidos
No ocre enegrecido
Dde um deserto sem fim

Opulentas figuras que repousam
No entoar dos séculos
Que vão esquecendo e enegrecendo

Naquela ermida
Amuralhada, na raia plantada
Epifania revelada
Visões no deambulatório
Track Name: Mistérios da Ordem
Ao raiar do sol entrar pela porta esquerda
Ali repousa a nave octogonal
Fortificação secular, torre amuralhada

No topo da colina isolada
Dominadora da paisagem
Em que há séculos paira perpétua aura de mistério
Obcessão por secretos actos esotéricos

Escavados, reencontrados no monte do templo
Morada de Salomão
Conquistado em calamidade

Um portal para o desconhecido
Nas profundas catacumbas onde as reliquias repousam

Ainda hoje, séculos volvidos
As torres de menagem repousam
Símbolos de um império
Perdido na penumbra
Track Name: A Chegada da Peste Negra
Silenciosa, no meio dos ratos

A sombra mais negra
Da idade das trevas chegou
Espalhando-se pela imundice
Que o fanatismo provocou

Como um presságio entregue
A peste negra dizimou

A morte bate à porta de cada casa

A peste negra está a chegar
A peste negra está a chegar
A chegar...

A sombra mais negra
Da idade das trevas chegou
E tudo e todos dizimou

If you like Grievance, you may also like: